Uma outra visão do futebol.

Um blog feito para todas as torcidas. Aqui não é só o gol que tem valor. As finanças, a luta por novos torcedores, a valorização da marca e competitividade do clube ganham espaço no Blog do Roseti.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Agora é Dilma. E agora?

Depois de muito tempo sem escrever neste blog por questões de trabalhos da faculdade, retornamos as notícias que estão em nosso cotidiano esportivo.

Estas eleições no Brasil acabam de entrar para a história ao eleger uma mulher como presidenta brasileira da história. Dilma terá o grande desafio de substituir Lula, que obteve índice de aceitação histórico para um presidente. Mais que isso, Dilma é a candidata escolhida por Lula para a sucessão de suas idéias. O comparativo com seu sucessor e pupilo será inevitável. E o fato de ser mulher lhe trará outro desafio. Caso não seja bem sucedida, as mulheres podem perder terreno em um ambiente quase todo dominado por homens.

Mas no que diz respeito ao esporte a petista não deverá deixar por menos. Será seu governo o responsável pelas obras e execução de todo planejamento da Copa do Mundo de 2014 e dos jogos Olímpicos de 2016. Serão bilhões e bilhões de reais investidos no país que terá que se desenvolver a altura destes investimentos. No esporte, este será o principal desafio de seu governo.

Mas espero que além destes investimentos nos eventos em si, esta gestão conquiste melhor qualidade e planos de ação que façam nascer novos jovens atletas, para que o país conquiste posições relevantes no ranking de medalhas na nossa olimpíadas. Para isso há a necessidade de novos centros de formação de atletas, se possível com a ajuda de parcerias com o setor privado. Novos esportes devem ganhar maior notoriedade junto à mídia graças a seu poder de competitividade que só será conquistado com a formação de atletas com grande qualidade e assessoria.

Boa sorte a nova presidenta, parabéns pela conquista!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O jeitinho mineiro de faturar...

A Copa começa a ser percebida pelo Brasil. Após a demolição de parte do estádio Fonte Nova, o início das obras do Maracanã e Mineirão, parece que o start foi dado para a construção das arenas que servirão para abrigar os jogos mais esperados dos próximos quatro anos no futebol.

Mas uma coisa chamou minha atenção quando falamos de Minas Gerais, Copa e clubes mineiros. Isto por que Cruzeiro e Atlético MG, devido a interdição do Mineirão, não estão mais atuando na capital do estado. E freqüentemente vemos ambos atuando em estádios diferentes, buscando a casa que mais envolva seu torcedor. E o escolhido foi o estádio João Havelange, ou Parque do Sabiá, localizado em Uberlândia, com capacidade para 55 mil torcedores.

O interessante é que, mesmo com a capacidade acima, os clubes rivais decidiram se unir e lutar por uma indenização, vinda do Estado de Minas, pelas futuras perdas de receitas decorrentes da falta de público em suas partidas. Eles informam que os outros estádios não possuem a mesma capacidade que o Mineirão e por isso, conforme previsão, acreditam perder, cada um, cerca de R$ 6 milhões!!!

Cabe lembrar que o Mineirão não pertence a nenhuma das instituições citadas e, sinceramente, não vejo motivos para esta requisição, sobretudo vinda do alvi negro, que freqüenta a zona do rebaixamento e está mostrando um futebol que não faz jus a lotação de Mineirão.

Aliás, o Presidente Kalil não vem tendo muito sucesso nas suas divulgações, ainda mais quando perguntado sobre as baladas de seus jogadores...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

De repente, Fielzão...

Muito estranha a decisão tomada pelas entidades responsáveis pela candidatura oficial do Estado de São Paulo ao escolher como estádio oficial do estado o Fielzão. Depois de muito buscar algo palpável nos estádios já existentes, a opção foi um projeto que mal está no papel. E os indicados anteriores possuíam projetos significativos.

A Arena Palestra Itália, ao lado de um dos maiores terminais rodoviários do estado, com estações de trem e metrô interligados, diversas linhas de ônibus, dois grandes Shoppings Centers, uma coleção de estacionamento nos arredores, além de ser a região com maior perspectiva de crescimento populacional da cidade, portanto sedenta por investimentos, não foi aceito.

Já o Morumbi, que tinha uma proposta de estacionamento de cerca de 4.000 vagas, com um projeto de Ruy Othake, recusado, propôs um novo projeto, assinado por uma empresa alemã especializada em projetos de arena. Teria também um projeto de cobertura das arquibancadas, conforme as solicitações da FIFA, que não está completo no Fielzão. Contava ainda com desenvolvimento da região, por meio ad chegada do metrô, além de possuir boa estrutura de transporte rodoviário. O estádio conta também com uma boa condição da rede hoteleira, além de hospitais nos arredores.

Cabe lembrar que o ministro dos esportes, Orlando Silva, semanas atrás se posicionou dizendo que a decisão sobre a sede paulista seria prorrogada para depois das eleições. E, em entrevista a um grande jornal de São Paulo, Sanchez afirma que nem FIFA, nem CBF e mais ninguém além de Corinthians e Oderbrecht viram o projeto. E, mesmo sem ver, o projeto foi aprovado. Tudo por que existe credibilidade. Este parece ser o primeiro projeto do clube com credibilidade...

Mesmo com todos estes ingredientes o governo paulista não se mostrou favorável aos estádios. Sequer fez campanha a eles, posicionando sem muita veemência. Já com o Fielzão fizeram o possível para aparecer no evento, mesmo sem conhecer o projeto e começam a fazer planos para o ultrapassado (e agora, sem inquilino) Pacaembu.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O recomeço Tricolor

Após a eliminação da Libertadores, pela quinta vez consecutiva para um adversário brasileiro, o São Paulo tenta se restabelecer dentro do Brasileirão para, novamente, salvar este ano e conquistar sua vaga na Libertadores de 2011.

Creio que o maior desafio do Tricolor é retomar sua própria identidade de clube altamente competitivo, revelador de jogadores e com excelente futebol, que não vise vitórias apenas por meio da raça e da força.

A escolha interina de Sérgio Baresi soa positivamente. Por ser o treinador das categorias de base, acredita-se que os garotos terão mais oportunidades. Entre 2006 e 2010, poucos jovens vindos do CT de Cotia, a menina dos olhos da diretoria, vingaram no clube. Geralmente eram emprestados a outros clubes, onde obtinham sucesso.

As contratações dos últimos meses contribuíram com a escolha do treinador e aposta dos jovens jogadores. Dentre os contratados, André Luis, Marcelinho Paraíba, Leo Lima e Cicinho já saíram. Cleber Santana e Carlinhos Paraíba ficaram por pouco, mas estavam fazendo as malas. Fernandinho e Xandão não se firmaram. Fernandão e Ricardo Oliveira tiveram o sucesso, pelo menos a princípio. E só. Em contrapartida, limitaram o acesso de jovens como Henrique, Mazolla e Lucas Gaúcho.

Baresi sabe aonde estes jovens gostam de atuar. E agora deve ter ao seu favor a paciência e o apoio inicial de torcedores e diretores. A soberba e a convicção de que são os melhores diretores do futebol brasileiro deve estar com os dias contados no clube.

Copa do Brasil parece algo aceitável. E Treinador renomado não deve ser prioridade.

domingo, 11 de julho de 2010

Viva o bom futebol!

Uma Copa que deve trazer nova perspectivas para os esquemas táticos do futebol mundial. Com a vitória da Espanha e principalmente com a presença de Holanda, Alemanha e Uruguai nas semifinais mostram que o futebol força pode perder espaço.
O esquema das semifinalistas é o já antigo 4-3-3. Jogadores abertos pela lateral e um jogador posicionado dentro da área fizeram a diferença neste mundial. Outra característica, vista principalmente nos finalistas, é a valorização da posse da bola. Tanto Espanha quanto Holanda freqüentemente encerravam suas partidas com pouco mais de 60% da posse da bola e dificilmente viam seu adversário agredi-los, mesmo que estes necessitassem da igualdade. Foi assim com o Brasil, que não consegui u reagir na derrota pelos holandeses e com Portugal, que foi totalmente envolvido pelos espanhóis.
Este esquema tático é o atual do Barcelona, considerado a melhor equipe do mundo e muito próximo daquilo que o Santos fez neste primeiro semestre. É um futebol mais avançado, mais bonito. Tomara que outros clubes decidam por este modo de atuar.