A reunião da International Board, órgão que determina as regras do futebol, em Zurique, Suiça, não trouxe grandes novidades ao esporte. Ações preventivas relacionadas a arbitragem foram recusadas e continuaremos sem o uso da tecnologia nas decisões de jogo.
Ferramentas como o olho de falcão e o chip na bola não foram aprovadas. Com isso, lances como a mãozinha de Henry, que classificou a França para a Copa da África estão passíveis de acontecer novamente.
A presença de árbitros atrás das metas, como está sendo feito no campeonato carioca, não foi discutida. Também não entrou em pauta a questão da paradinha nas cobranças das penalidades, que viraram moda no Brasil. Estes assuntos estão previstos para serem discutidos em maio. A função do quarto árbitro também será discutida nesta ocasião. Mas a questão maior aqui deve ser a hipótese de sempre expulsar o infrator que cometer um pênalti. Ou seja, se o atacante simular falta na área e o árbitro acreditar nele, o zagueiro deverá ser expulso. Aí o mesmo atacante bate, com paradinha, tira o goleiro da jogada e tudo bem...
A posição é clara: fazer do futebol um esporte humano, passível de erro e com o jogo sob o controle total do árbitro, mesmo que este venha a ser parcial em suas decisões. Azar das Irlandas da vida. Sorte das discussões de mesa de bar...


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