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terça-feira, 31 de agosto de 2010

De repente, Fielzão...

Muito estranha a decisão tomada pelas entidades responsáveis pela candidatura oficial do Estado de São Paulo ao escolher como estádio oficial do estado o Fielzão. Depois de muito buscar algo palpável nos estádios já existentes, a opção foi um projeto que mal está no papel. E os indicados anteriores possuíam projetos significativos.

A Arena Palestra Itália, ao lado de um dos maiores terminais rodoviários do estado, com estações de trem e metrô interligados, diversas linhas de ônibus, dois grandes Shoppings Centers, uma coleção de estacionamento nos arredores, além de ser a região com maior perspectiva de crescimento populacional da cidade, portanto sedenta por investimentos, não foi aceito.

Já o Morumbi, que tinha uma proposta de estacionamento de cerca de 4.000 vagas, com um projeto de Ruy Othake, recusado, propôs um novo projeto, assinado por uma empresa alemã especializada em projetos de arena. Teria também um projeto de cobertura das arquibancadas, conforme as solicitações da FIFA, que não está completo no Fielzão. Contava ainda com desenvolvimento da região, por meio ad chegada do metrô, além de possuir boa estrutura de transporte rodoviário. O estádio conta também com uma boa condição da rede hoteleira, além de hospitais nos arredores.

Cabe lembrar que o ministro dos esportes, Orlando Silva, semanas atrás se posicionou dizendo que a decisão sobre a sede paulista seria prorrogada para depois das eleições. E, em entrevista a um grande jornal de São Paulo, Sanchez afirma que nem FIFA, nem CBF e mais ninguém além de Corinthians e Oderbrecht viram o projeto. E, mesmo sem ver, o projeto foi aprovado. Tudo por que existe credibilidade. Este parece ser o primeiro projeto do clube com credibilidade...

Mesmo com todos estes ingredientes o governo paulista não se mostrou favorável aos estádios. Sequer fez campanha a eles, posicionando sem muita veemência. Já com o Fielzão fizeram o possível para aparecer no evento, mesmo sem conhecer o projeto e começam a fazer planos para o ultrapassado (e agora, sem inquilino) Pacaembu.

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